INFORME
AMARGOSA
ÚLTIMAS
Maconha liberada? Novas regras da Anvisa facilitam acesso à Cannabis Medicinal no Brasil; veja o que mudou
Notícia Geral

Maconha liberada? Novas regras da Anvisa facilitam acesso à Cannabis Medicinal no Brasil; veja o que mudou

Julia Helena Moreira sexta-feira, 15 de maio de 2026 2 min de leitura
f X w

Publicidade

Anuncie no Informe Amargosa

Saiba Mais

O cenário regulatório da cannabis medicinal no Brasil passou por atualizações importantes neste mês de maio de 2026. Com a publicação da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 1.023, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ajustou normas para facilitar o acesso de pacientes ao tratamento e organizar o mercado industrial.

Facilidade na Receita

Uma das principais vitórias para os pacientes envolve os produtos com concentração de THC (o componente psicoativo) igual ou inferior a 0,2%. Desde o dia 4 de maio, esses itens deixaram de exigir a restritiva receita de "tarja preta" (talonário tipo A), passando a exigir apenas a receita de controle especial. Na prática, isso reduz a burocracia para médicos e farmácias, tornando o tratamento mais acessível no dia a dia.

  • Exportação: Empresas brasileiras agora podem cultivar Cannabis sativa L. com teor de THC de até 0,3%, desde que a produção seja voltada exclusivamente para o mercado internacional.

  • Estoques: Produtos que ainda possuem embalagens com tarja preta podem ser comercializados até o vencimento, respeitando as novas regras de prescrição.

  • Fiscalização: A Anvisa reforçou o controle contra a venda irregular em redes sociais e propagandas que prometem curas milagrosas sem base científica.

O que continua proibido?

Apesar dos avanços, o especialista jurídico Paulo Walterloo alerta que o uso recreativo continua ilegal. Além disso, o cultivo individual por pacientes para a extração do próprio óleo ainda depende de autorização judicial (Habeas Corpus), já que a regulamentação atual foca na produção industrial e farmacêutica sob rigoroso controle sanitário.

Riscos do Mercado Clandestino

O farmacêutico João Gabriel Gouvêa, da APEPI, ressalta o perigo de adquirir óleos sem procedência. "Produtos clandestinos não garantem a concentração correta do princípio ativo e podem conter metais pesados ou contaminação microbiológica", explica. Para o uso legal e seguro, o paciente deve obrigatoriamente possuir prescrição médica e autorização da Anvisa para importação ou compra em farmácias autorizadas.

Publicidade

Anuncie no Informe Amargosa

Saiba Mais
Editoria: Notícia Geral Tags: brasil maconha liberada